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“Quando vamos entrar em um lago, entramos com medo, pois não sabemos a profundidade dele. Entramos com cuidado, procurando o chão. O amor é a mesma coisa, ninguém quer se afogar.”
— Carol Alves, promisse.
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“Eu tinha um vaga-lume quando eu era pequeno. A primeira vez que ele brilhou eu fiquei admirado com tanta beleza em algo tão minúsculo, como se estivesse me agradecendo pelo cuidado. Quando o sol se apagava e tudo caia na mais completa escuridão, era a vez de ele brilhar. Literalmente a luz no fim do túnel. Sempre me lembrando que por mais pequena que seja sempre vai existir luz na escuridão. E mesmo sendo pouca a sua luz, ajudava a me encontrar em meio ao turbilhão de pensamentos que me dominavam. É com essa luz que eu contava, era sempre ela que me indicava o caminho de volta. E um dia sem motivos ou explicações a luz ficou fraca, não houve indícios. Com o tempo ele passou a brilhar cada vez menos e em uma manhã o pote estava aberto e ele tinha ido iluminar outra pessoa.”
— O vaga-lume se chamava felicidade.